domingo, 10 de novembro de 2013

Redes de Educação Ambiental



redes de educação ambiental

Publicado originalmente no ava de educação ambiental da ufla

 
Num mundo globalizado e cada vez mais tecnológico, é evidente a importância da coordenação e a posse de informações, em especial as especializadas. Nesse sentido, as redes de Educação Ambiental são instrumentos capazes de integrar políticas voltadas a consecução e promoção deste tema tão crucial na contemporaneidade. Muitas dessas redes são constituídas por docentes e gestores ambientais, tendo por objetivo principal a integração desses profissionais e sua atuação em projetos socioambientais; outras são formadas por instituições de ensino que visam promover cursos e capacitação na área. Vejamos algumas dessas redes:
RUPEA – Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental. Composta pelos programas de Educação Ambiental das seguintes instituições: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Centro Universitário Moura Lacerda (CUML), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Centro Universitário Fundação Santo André (FSA). Site: http://www2.uefs.br/rupea/apresentacao.htm
Rede de Educação Ambiental Linha Ecológica. Promovida pela Itaipu Binacional, Através de monitores que visitam moradores e atuam no ensino formal, promovem as noções de sustentabilidade através de ações como visitas técnicas a agricultores, distribuição de cartilhas, cursos de capacitação e diversas outras ações. Site: http://www.itaipu.gov.br/meioambiente/rede-de-educacao-ambiental-linha-ecologica
Rede CEAS – Rede Brasileira de Centros de Educação Ambiental. Inicialmente promovida pela USP, e atualmente regionalizada por Estados, congrega profissionais da área ambiental com o objetivo de intercâmbio e de discussão de questões relativas à temática dos Centros de Educação Ambiental (CEAs).

Educação Ambiental como Tema Transversal




Educação Ambiental como tema transversal

Publicado originalmente no Ava de Educação ambiental da ufla

 
Introdução
Diante dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), a Educação Ambiental ganhou relevo na Educação brasileira. Realmente sua importância era de se esperar uma vez que o Brasil é um país de dimensões continentais e possui uma variedade ímpar de ecossistemas no mundo. Apesar dos apelos de entidades ambientalistas e ecologistas nacionais e internacionais, o Estado brasileiro pouco faz efetivamente para conter a destruição de sua riquíssima fauna e flora, além de não subsidiar suficientemente ações e políticas econômicas para melhorar a qualidade de vida da população, em especial a dos excluídos.
Em virtude sua complexidade e interdisciplinaridade, a Educação Ambiental é vista como uma matéria a ser abordada de forma transversal no currículo da escola básica, devendo dessa forma, estar acoplada em todas as demais disciplinas. Para tanto, cada disciplina deve abordar os temas ambientais com sua linguagem e dimensão próprias, geralmente se direcionado pelos elos em comum às disciplinas. O intuito é conduzir a educação compartimentada e isolacionista ao patamar de uma visão mais globalizante e até multidisciplinar da realidade socioambiental.
É com esse intuito que se propõe aqui um projeto de educação ambiental, simples e didático, capaz de conscientizar os alunos da relevância da problemática ambiental.

Dinâmica: os maus tratos aos animais no folclore
Objetivo: Identificar preconceitos e práticas de maus tratos aos animais no folclore e na tradição
Procedimentos:
a)    Promover a reflexão sobre a cantiga infantil:
Atirei o pau no gato, to,
Mas o gato, to,
Não morreu, réu, réu,
Dona Chica, Ca,
Admirou-se, se
Do berro, do berro
Que o gato deu,
Miau!
b)    Pedir aos participantes para identificar outras situações semelhantes em músicas, poesias e e adágios populares como: “matar dois coelhos com uma cajadada só” ou “matar um leão por dia”.
c)    Analisar e refletir sobre a antiga concepção do “status” dos animais e a perversidade de vários elementos do folclore
d)    Alertar sobre a nova concepção dos direitos dos animais
Discussão
Na cantiga infantil supracitada os maus tratos aos animais são mostrados de forma cínica, fruto de uma concepção de mundo que não se importava com a vida alheia.
Atualmente compreende-se que a vida animal é muito diversa da humana (psicológica e cultural), mas graças aos avanços da genética, descobriu-se que o ser humano possui caracteres genéticos bem próximos a alguns animais, dentre eles o porco, o estereótipo da imundície.
Ademais, a cultura ocidental construiu o ideário de que o ser humano é muito superior aos animais, como ser criado diretamente por Deus e que, portanto, poderia dominar a natureza sem refletir sobre os aspectos negativos desta dominação.

Conclusão
Essa dinâmica escolar facilmente pode ser utilizada em sala de aula devido à sua simplicidade e clareza na abordagem do tema. Aliás, a questão da desvalorização da vida animal traz consequentemente, a questão crucial da arrogância do ser humano em poder desfrutar do meio ambiente a bel prazer, em total sintonia com a ideologia de dominação, presente desde os primórdios da civilização ocidental.

Referências
Educação Ambiental: Curso Básico a distância - Educação e Educação Ambiental II. MMA,Brasilía, 2001.
Dias, Genebaldo Freire. Dinâmicas e Instrumentalização para Educação Ambiental. São Paulo: Gaia, 2012, 215 p.